Entrei no metro e sentei-me num lugar que estava vago. À minha frente estava sentada uma senhora que me chamou logo a atenção. A sua posição consistia em olhos fechados, língua meia para fora e a balançar o corpo. O meu primeiro pensamento foi que a senhora era deficiente. E assim continuei a pensar nas sucessivas paragens do metro, sempre a tentar imaginar como é que a senhora se mexeria e saíria do metro. Já quando tinha perdido a esperança de ver a senhora mexer-se, pois estava prestes a sair, ela abre os olhos, põe a língua para dentro e fica absolutamente normal. Eu fiquei assim a perceber que ela encontrava-se, afinal, apenas a dormir.
Nem tudo o que parece é, Francisca Leandro!
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